Associação Brasileira de Psicólogos Antroposóficos

09/02/2011

 

Em 2004 criou-se o GIPA (grupo de incentivo à psicoterapia antroposófica), que conta com 35 membros, formados no curso de aprofundamento.

O GIPA criou uma comissão de oficialização composto por Ney Álvares e Adelina Rennó. Elaborou-se, com a colaboração de Jorge Hosomi e apoio da Fundação Mahle, um dossiê que descreve a psicologia antroposófica e elenca as teses acadêmicas no Brasil e a pesquisa existente, que foi entregue ao Conselho Regional de Psicologia (CRP) em 2009.

A partir disso seguiram-se várias reuniões com conselheiros do CRP. Adelina participou do grupo de trabalho do CRP denominado práticas integrativas e complementares: desafios para a psicologia, que elaborou diretrizes para o VII Congresso Nacional de Psicologia (CNP). O CNP representa a instância máxima de deliberação na estrutura dos conselhos regionais e federal de psicologia. As teses aprovadas orientarão a atuação de todo o sistema conselhos nos próximos três anos (2011-2013). Através de psicólogos de Minas Gerais, Paraná e São Paulo conseguiu-se aprovação da diretriz sobre Psicologia Antroposófica nos Congressos Regionais desses estados. Nesse documento ela se coloca como linha emergente e prática integrativa e complementar que requer mais espaços institucionais para se apresentar.

A diretriz chegou ao Congresso Nacional em Brasília. Embora, da redação final do documento tenha saído a menção explícita à Psicologia Antroposófica, a tese foi aprovada e, para os próximos três anos, torna-se obrigação do CFP e dos CRPs :

Fomentar, na categoria dos psicólogos, fóruns de discussão, seminários e eventos sobre práticas integrativas e complementares e demais áreas emergentes da Psicologia.

Gestões com a União Latino-Americana de Entidades de Psicologia (Ulapsi) no sentido de promover intercâmbio e divulgação das áreas emergentes da Psicologia e das Práticas Integrativas e Complementares.

VII Congresso Nacional de Psicologia (CNP), 2010

Esses fatos evidenciam a necessidade de uma organização mais efetiva desses profissionais para que no futuro se possam estabelecer critérios éticos/técnicos para as práticas e as formações; criar espaço crítico/clareza do que é Psicologia Antroposófica; fomentar a formação continuada dos profissionais; congregar os profissionais psicólogos atuantes nas diversas áreas da Antroposofia; contribuir para o desenvolvimento da identidade e visibilidade do psicólogo antroposófico; desenvolver o diálogo transdisciplinar; promover fóruns, congressos, debates.

No âmbito externo à Antroposofia é necessário o processo de apresentação da Psicologia Antroposófica no meio profissional (CFP, etc.) e acadêmico; desenvolver o diálogo transdisciplinar; participar de fóruns, congressos e representar a Psicologia Antroposófica perante CRP, Ministério da Saúde e outros.

Ao núcleo do GIPA de São Paulo juntaram-se outros psicólogos que tem se reunido regularmente para organizar a criação da Associação Brasileira de Psicólogos Antroposóficos (ABPA) que pretende congregar os psicólogos antroposóficos atuantes não só na psicoterapia ou psicologia clínica, mas também os que atuam na consultoria empresarial, nas artes, na educação e na área social.
Pretendemos fundar a ABPA em 28 de julho de 2011, durante o Congresso Brasileiro de Medicina Antroposófica, em Belo Horizonte.

Esperamos, com isso, que esse campo de conhecimento se torne mais conhecido em benefício dos que dele necessitam.

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